Jefferson Sarmento

Jefferson Sarmento : Escritor


Quer saber o que acho? Você não escolhe o ofício. Ele está em você desde eras anteriores ao Big Bang ou à Criação. Vem em suas veias disfarçado de sangue e atormenta seus passos até que você se sente diante de uma tela em branco (ou um papel em uma velha máquina de escrever, se preferir desse modo) e despeje mundos e gentes aos tropeções, até que isso faça algum sentido. Às vezes precisamos caminhar centenas de páginas para encontrar esse sentido...

Escrevo histórias que me desafiam, com personagens que mudam de opinião mesmo quando tenho todos os planos traçados para eles. Preciso de uma musa inspiradora que subverta minhas intenções e me faça repensar a próxima página (e todo o destino!) de uma linha para a outra. Boas histórias são escritas assim, uma palavra de cada vez, mas por caminhos que mesmo o "deus onipresente" que todo escritor se acredita não possa adivinhar antes. Em determinado momento de Velhos Segredos de Morte e Pecados Sem Perdão, parte de mim acreditava de verdade que eu jamais fecharia todos aqueles pontos e feridas. Algumas ficariam abertas, eu achava.

Bem... tente encontrar uma gota de sangue fora das veias do Arroio e me diga se consegui ou não.

Críticas

 - BRENA LACERDA, BLOG DO ENTRELINHAS, 16/07/2012

"Antes de qualquer comentário, preciso dizer que este é um dos melhores livros que já li em toda a minha vida. Da narrativa à trama entre mirabolante e fantástica, não posso dizer uma vírgula que comprometa a obra.

O personagem central, que não parece ter um nome, conta a história com riqueza de detalhes e cinismos quase doentios. Para cada personagem que descreve, carrega suas tintas contando sempre seu passado sórdido, seus erros e desvios. Muito antes do meio da trama, você percebe: não existe alma pura na cidade de Arroio dos Perdidos. ..."

- BRENA LACERDA, BLOG DO ENTRELINHAS, 16/07/2012

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 FLÁVIA ANASTÁCIO (JORNALISTA), BROG DA FRÁVIA, 26/12/2008

"Os ratos do quarto ao lado tem um texto envolvente. Uma história com tantos detalhes que faz a gente ter curiosidade de como é que tantas pontas vão se encaixar mais na frente. Personagens reais, com profissões como as nossas - especialmente a minha... eheh -, com vidas comuns e problemas que, se a gente nunca viveu um parecido, com certeza conhece alguém que já.

O livro fala de um série de assassinatos, cujas vítimas são meninos. Com detalhes assustadores, cada crime cometido faz a gente ver um dos personagens como suspeito. Os ratos do quarto ao lado tem um final surpreendente. Assim como todo o seu desenrolar.
..."

FLÁVIA ANASTÁCIO (JORNALISTA), BROG DA FRÁVIA, 26/12/2008

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